Quase 2 milhões de empresas podem ser excluídas do Simples Nacional! Descubra os motivos para exclusão do Regime e o que fazer
10 Nov 2026


A Reforma Tributária promete simplificar o sistema de impostos brasileiro, mas também traz mudanças importantes para as empresas prestadoras de serviços.
Embora a transição aconteça de forma gradual até 2033, os impactos já estão no radar de empresários, gestores e profissionais liberais.
Dependendo da atividade, as mudanças podem afetar a carga tributária, a formação de preços e até a competitividade do negócio.
Nesse sentido, entender o que está mudando é o primeiro passo para se preparar!
Veja três impactos das mudanças no novo artigo de nosso blog!
Um dos principais pontos da reforma é a substituição de tributos como PIS, Cofins, ISS, ICMS e parte do IPI por dois novos impostos: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).
A estimativa atual é que a alíquota padrão do novo IVA fique em torno de 28%, embora o percentual definitivo ainda passe por ajustes durante o período de transição.
Para muitas empresas de serviços, esse é justamente o principal ponto de atenção. Historicamente, o setor possui uma estrutura de custos diferente da indústria e do comércio, o que pode limitar o aproveitamento de créditos tributários.
Na prática, isso significa que algumas atividades podem enfrentar um aumento relevante da carga tributária efetiva.
A legislação prevê reduções de alíquota para determinados segmentos e profissões regulamentadas, mas muitas empresas permanecerão sujeitas à tributação integral.
Por isso, entender os possíveis impactos financeiros da reforma tornou-se uma etapa fundamental do planejamento.
Outra mudança importante está no aproveitamento de créditos tributários.
Hoje, muitas empresas prestadoras de serviços têm poucas oportunidades de compensar impostos pagos ao longo da cadeia produtiva.
Com a reforma, a lógica de não cumulatividade é ampliada, permitindo maior aproveitamento de créditos vinculados a bens e serviços adquiridos pela empresa.
Isso significa que despesas operacionais que hoje possuem pouco impacto tributário poderão ganhar relevância na gestão fiscal.
Para aproveitar esse benefício de forma adequada, será fundamental manter controles financeiros e documentais mais organizados, além de acompanhar corretamente as regras de apuração.
Empresas que conseguirem estruturar esse acompanhamento desde cedo tendem a ter mais previsibilidade e eficiência na gestão tributária.
A reforma também pode alterar a forma como muitas empresas calculam seus preços.
Mudanças na carga tributária, novas possibilidades de aproveitamento de créditos e alterações nos custos operacionais podem exigir revisões nas estratégias comerciais. E
m alguns casos, será necessário reavaliar margens de lucro e até renegociar contratos para preservar a sustentabilidade financeira do negócio.
Empresas que atendem outras pessoas jurídicas precisarão considerar como a geração de créditos tributários influencia as negociações comerciais.
Já aquelas que possuem contratos de médio e longo prazo podem precisar revisar cláusulas relacionadas a reajustes, tributação e repasse de custos.
Em outras palavras: mais do que uma questão fiscal, a reforma tem potencial para impactar diretamente a política comercial das empresas e o relacionamento com clientes e parceiros.
Mesmo que algumas regras ainda estejam em fase de implementação, a preparação deve começar a partir de agora.
Revisar processos internos, organizar informações fiscais, acompanhar a evolução da legislação e avaliar possíveis impactos financeiros são medidas que ajudam a reduzir riscos durante a transição.
Quanto mais cedo essas etapas forem realizadas, maiores serão as chances de adaptação sem surpresas.
Embora prometa simplificação, a Reforma Tributária traz desafios relevantes e, para o setor de serviços, os principais impactos passam pela nova estrutura de tributação e pela necessidade de revisar estratégias de precificação e contratos.
A bwise acompanha de perto todas as etapas de implementação da Reforma Tributária, ajudando empresas a entender seus impactos, revisar estratégias financeiras e se preparar para um cenário que exigirá planejamento estratégico. Como o setor de serviços está entre os mais afetados pelas novas regras, contar com orientação especializada pode fazer toda a diferença para reduzir riscos e identificar oportunidades ao longo da mudança.


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