Maioria das empresas do Lucro Real e Presumido ainda não se atualizaram para a Reforma Tributária: veja o que fazer

https://cdn.codiehost.com.br/xsites/0j4azawl.npf.webphttps://cdn.codiehost.com.br/xsites/0j4azawl.npf.webp

A Reforma Tributária já está, oficialmente, em vigor desde janeiro e impacta diretamente a rotina fiscal das empresas enquadradas na maioria dos regimes tributários do país, incluindo Lucro Real e Presumido.

Ainda assim, a adaptação do ambiente de negócios brasileiro segue lenta.

Segundo dados divulgados pela Secretaria de Acompanhamento Econômico, mais de 80% das organizações do Lucro Real e Presumido ainda não concluíram as parametrizações necessárias para atender às novas exigências fiscais do país.

Na prática, isso significa que a maior parte dos contribuintes do chamado Regime Normal iniciou 2026 operando com sistemas, processos e rotinas não inteiramente ajustados à nova lógica tributária.

E esse é um risco perigoso, principalmente no processo de avanço da Reforma até 2033: afinal de contas, falhas de parametrização afetam a apuração de tributos, a escrituração fiscal, o cumprimento de obrigações acessórias e a consistência das informações entregues ao Fisco.

E, no contexto do Lucro Real, onde a apuração é mais complexa e sensível a erros, a falta de adequação pode gerar distorções relevantes no resultado fiscal e no planejamento tributário.

Diante desse cenário, avançar na parametrização fiscal deixou de ser uma etapa futura. Trata-se de uma necessidade operacional para evitar riscos fiscais ao longo de 2026.

Para apoiar você que é empresário do Lucro Real ou Presumido, separamos cinco ações práticas para iniciar ou concluir a adaptação à Reforma Tributária.

1. Revisar o cadastro fiscal de produtos e serviços

A Reforma muda a lógica de tributação sobre bens e serviços e este ano é decisivo para se adaptar, dado o período de testes dos novos impostos.

Além disso, cadastros desatualizados comprometem a correta apuração dos novos tributos e geram inconsistências fiscais.

É fundamental revisar NCMs, descrições, enquadramentos fiscais e regras de incidência em todos os sistemas utilizados pela empresa.

2. Atualizar regras de apuração

As tecnologias utilizadas na sua empresa precisam refletir corretamente as novas regras de cálculo, créditos e débitos.

Parametrizações antigas podem gerar apurações incorretas e impactar na competitividade de sua empresa no decurso da transição tributária do país.

Essa revisão deve considerar o regime tributário da empresa, suas operações e eventuais particularidades setoriais.

3. Ajustar integrações entre sistemas

Ato contínuo, falhas de integração entre ERP, sistemas fiscais e contábeis aumentam o risco de divergências e retrabalho. A

Reforma exige, nesse sentido, uma maior consistência na comunicação de dados na empresa.

Revisar fluxos de informação reduz erros e facilita o cumprimento das obrigações acessórias, além de fomentar uma cultura orientada por dados em seu negócio.

4. Revisar processos internos e rotinas da equipe

A parametrização não é apenas técnica. Equipes precisam entender as mudanças para evitar erros na emissão de documentos, cumprimento de obrigações e nos registros das operações contábeis e fiscais.

Treinar times e revisar rotinas ajuda a prevenir inconsistências recorrentes ao longo do ano.

5. Monitorar os primeiros meses e corrigir desvios rapidamente

Os primeiros meses de 2026 são decisivos na adaptação do Lucro Real e Presumido à Reforma Tributária.

Nesse sentido, acompanhar indicadores fiscais, cruzamentos e apurações permite identificar gargalos antes que eles se acumulem.

Lembre-se: ajustes contínuos fazem parte do processo de adaptação ao novo ambiente fiscal do país.

E a bwise contabilidade digital apoia empresas do Lucro Real e Presumido na parametrização, revisão de sistemas e adequação completa às exigências da Reforma Tributária. Com abordagem consultiva e foco estratégico, a bwise transforma mudanças complexas em processos claros e seguros. Conte conosco e bons negócios em 2026!